— Amor, corre aqui.
— Felipe, to olhando o arroz, o que foi?
— Corre amor, vem rápido.
— Senhor Felipe se for uma de suas gracinhas e o arroz queimar….
Ele a interrompe. — Corre Amanda, vem voando.
— O que foi Felipe? Eu tô aqui, pode falar agora o que é.
— Chega mais perto.
— Assim?
— Um pouco mais perto.
Ela se aproxima e ele a beija.
— Fe…
— Fica.
— Tenho que olhar a comida.
— Não tô com fome.
— É, mas mais tarde vai me encher a paciência pra fazer alguma coisa pra você.
— Amor, hoje é domingo…
— Que horas é o jogo?
— Quatro horas, meu time contra o seu.
— 10 reais.
— Uma transa.
— 10 reais e uma transa.
— Apostado.
Ela volta para cozinha e ele a puxa pela cintura. — Fica mais um pouquinho aqui Mandinha.
— Não fala assim, que eu me entrego.
— Se entrega…
— A comida, Felipe.
— Já disse, não to com fome.
— Eu tô com fome.
— Então me come.
Ela rir. — Idiota, é ao contrario.
— Tá informada hein amor.
— O homem é quem “come”.
— Hmmmm…. Aí sim.
— Mas você disse que estava sem fome.
— Não pra você.
— Agora tá com fome?
— Tô, de você.
— Nem pensar, deixa eu voltar pra cozinha.
— Ah… Mandinha, fica mais um pouquinho aqui comigo.
— Felipe…
— Só um pouquinho.
— Eu não consigo.
— Ficar um pouquinho comigo? Nossa.
— É Fe, se eu ficar um pouquinho eu vou querer ficar um montão assim ô. Ela abre os braços o mais largo possível.
— Então fica aqui, esse tantão ai.
— Esse tantão é muito tempo.
— Não me importo.
— Até que a morte nos separe?
— Nem a morte vai nos separar.
— Eu te amo.
— Eu amo mais.
— Quatro horas.
— O jogo?
— E depois a transa.
Ela rir. — Louco.
— Por você
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