— Alô?
— O que você quer irmão?
— Conversar.
— Liga pra tua namorada, velho.
— Não, tu é meu melhor amigo.
— Tá, mas tá tarde.
— Porra mano, custa conversar?
— Fala logo, o que foi?
— Eu tava pensando aqui e tu já percebeu como ela fica tímida quando eu a coloco na conversa? E como ela fica vermelha quando eu a chamo de linda na frente de todo mundo? Cara, ela é muito linda, toda princesinha. Serio, vou me casar com ela.
— Tá, mais alguma coisa?
— Tu já percebeu que quando ela me beija ela me morde? E fica puxando meu cabelo? Velho, ela é linda.
— Que mais?
— Qual vai ser o nome do meu filho com ela?
Ele começa a rir. — Quem diria, que o bêbado de ontem, hoje estaria escolhendo nome para a filha.
— Sério cara, ela é importante pra mim, eu tô gostando dela.
— Eu sei.
— Tu sabe? Como assim?
— Você não gastaria seus créditos para me ligar, as três da manhã para falar de uma simples garota. Além do mais, tá na cara.
— Pô, tô dando pinta de apaixonado?
Ele com ironia. — Você? Claro que não, onde já se viu. Você? Dando pinta? De apaixonado? — E ri.
— Porra velho, tô apaixonado mesmo. Que coisa idiota.
— Amar?
— Sorrir por estar pensando nela.
— Velho, vou desligar. Vai que isso pega.
Ele ri. — Te falar uma coisa. Você não vai achar uma melhor que ela.
— E porque não?
— Porque eu sou foda, tu é peidão.
— Melhor peidão do que viado.
Eles riem.
— Não sou viado, só tô amando.
— Espero que seja ela.
— Claro né, acha que seria quem, você?
— Eu não, gosto de mulher. Mulheres, peitudas, gostosas.
— E eu gosto dela. Só dela. Baixinha, loirinha, gordinha.
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